Cabeça que não para. Projetos, sonhos e planos. Mais de quatro horas da matina. Frustações, tristezas. Poucos amigos. Raríssimos, a bem da verdade. Semana decisiva. Deus é bom, apesar de mim. Na plataforma da vida, como canta Milton Nascimento, muita gente "vai pra nunca mais". Mortos, estando ainda vivos. Pouca saudade. Não mereceram a amizade, tão pouco as risadas, os abraços e beijos. Mas eu os dei. E não retiro. Lendo e ouvindo coisas sobre ações em nome de Deus, me irrito um pouco. Muita fala, pouca concretude em favor de quem precisa. Intelectualóides. Conheço a maioria deles. Cansativo demais. E a cabeça não para... Querem salvar o mundo. Não salvam a si mesmos. Não se conhecem. Teólogos de meia tigela. Mas têm respostas pra (quase) tudo. Cansaço. Criticam o sistema. Vivem dele. Hipócritas! Vamos para as favelas? Apoiar de verdade (botando grana, tempo) a quem está nos cantões desse Brasil? Ou querem pregar em palestras (intermináveis!) e cantar nas inúmeras igreja...
Já fiz um filho, escrevi um livro e plantei uma árvore. Já posso morrer. Mas quero muito viver. Venho de uma família, por parte de minha mãe, que viveu pouco. Muitas perdas. Perdas são dolorosas demais. Com o passar dos anos, a sensibilidade pelas pequenas coisas aumenta de maneira exponencial. Hoje em dia paro para ver o voo dos passarinhos, ouvir o som estridente de uma ou várias maritacas. Antes não tinha tempo para nada. E o antes não é tão distante assim. Entrei em 2014 com uma liberdade diferente de tantos outros anos. E me redescobri menino. Um menino grandão, meio grisalho. Um menino que não quer crescer, mas não digo como alguns adultos de hoje em dia que são ótimos vivendo na casa dos pais. Apenas me quero menino. Sonhos e ambições de menino invadem meu coração e mente. E quais são, meu bom Deus, as ambições de um menino?! Poucas. Pois é, me descobri com poucas ambições, mas nem por isso com sonhos diminutos. E me deparei com essa pintura na parede do SESC...
Estamos em um momento complicado na caminhada da Igreja de Cristo. Falam de nova Reforma, outros sugerem uma reforma como a de Lutero (e isso em pleno século XXI), com utilização de vestimentas, paramentos, adornos, cores litúrgicas, e outros devaneios. É como se tentar tratar da violência urbana no Rio de Janeiro utilizando caveirões, mais policia, mais armas e... só. Nada de mudanças estruturais, educação, igualdade social, projetos sociais, etc. Apenas damos analgésicos, tratamos da conseqüência, não da causa. No evangelho falamos de teologia e não do que tem nos levado a uma vida vazia e irmãos que se parecem cada vez menos com discípulos de Jesus. Passado o momento em que o Evangelho tinha dificuldade de penetração no Brasil, crescemos (para alguns mais críticos, inchamos), e passamos a fase da banalização do Evangelho, da utilização da mídia de maneira desgovernada e, o pior neste momento, da templolatria ou mesmo cultolatria. E o que viria a ser isso? Para nós seria a definição ...
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