Lembro de quando, no período da forte onda neoliberal, muito se falava em globalização. E dentre as coisas mais temidas na globalização, estava a fusão entre empresas e, consequentemente, a incorporação de um determinada área por outra e o aproveitamento ou não de muitos de seus funcionários com atividades similares. Quando se tinha sorte, o funcionário “ganhava” o direito de permanecer na empresa. Mas, muitas vezes, não na mesma cidade. E lá no meu Rio de Janeiro, ouvi (e talvez tenha dito também)... “Cara, só não me peçam pra morar em São Paulo!”. Pois é. Há dois anos aceitei o desafio de morar lá, mesmo que sem fusão. E nessa con-fusão, sou grato pelos dois anos vividos na terra da garoa e que passaram... bem, passaram devagar, com toda a certeza! E aqui, deixo uma breve homenagem a esta mega-hiper-ultra-cidade (com todos os hífens que tenho ou não tenho direito). São Paulo, Sampa, a “cidade sangue quente” – bem poderia dizer a carioquíssima Fernanda Abreu. A cidade ...
Ódio ao time adversário. Sim! Por que nascemos e alguém que amamos nos ensinou que aquele era o time a torcer. O outro torce para outra camisa, outras cores, outra bandeira, outros gritos de guerra. O outro, quando ganha de nós, nos provoca, irrita. Então passamos a detestar o time adversário e celebramos suas derrotas. No entanto, há jogos em que as vitórias não duram apenas uma semana. Duram quatro anos. O que dizer do ódio ao adversário?! Se multiplica. E em tempos de redes sociais (termo criado para falar do acesso virtual para que todos tenham opinião, e possam expressá-las livremente), todo mundo escreve o que pensa. O que outro pensou, ou aquilo com que se identificou mais. Legítimo. Apesar do ódio ao adversário, aprendemos, desde pequenos que, mesmo contrariados precisamos saber perder. Mesmo quando temos a convicção interna de que éramos merecedores da vitória, de melhor sorte, por que jogamos melhor, blá, blá, blá... Saber perder no esporte precisa, urgentemente ser ente...
Dispa sua alma das velhas roupas do ressentimento. Vista-a de vento, de arco-íris e chuva. Faça-a dançar ao som das velhas melodias que estão guardadas em seu coração. Tire a vida para dançar de madrugada quando as estrelas no alto marcam caminhos novos na terra. E renove o corpo com o abraço dos amigos de longa data. É que o tempo é curto, o corpo é limitado e o coração é pequeno, mas a alma não sabe disso. Não a deixe esperando mais: respire fundo o sopro divino que lhe rodeia o dia todo. E se expanda. É possível ir além de si mesmo se você estender seus braços e der a mão a quem está ao lado e é mais parecido com você do que possa imaginar. Todos criaturas do mesmo Deus, todos em busca da mesma casa cujas portas abertas nos esperam. (por Hideíde Brito Torres)
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