Cabeça que não para. Projetos, sonhos e planos. Mais de quatro horas da matina. Frustações, tristezas. Poucos amigos. Raríssimos, a bem da verdade. Semana decisiva. Deus é bom, apesar de mim. Na plataforma da vida, como canta Milton Nascimento, muita gente "vai pra nunca mais". Mortos, estando ainda vivos. Pouca saudade. Não mereceram a amizade, tão pouco as risadas, os abraços e beijos. Mas eu os dei. E não retiro. Lendo e ouvindo coisas sobre ações em nome de Deus, me irrito um pouco. Muita fala, pouca concretude em favor de quem precisa. Intelectualóides. Conheço a maioria deles. Cansativo demais. E a cabeça não para... Querem salvar o mundo. Não salvam a si mesmos. Não se conhecem. Teólogos de meia tigela. Mas têm respostas pra (quase) tudo. Cansaço. Criticam o sistema. Vivem dele. Hipócritas! Vamos para as favelas? Apoiar de verdade (botando grana, tempo) a quem está nos cantões desse Brasil? Ou querem pregar em palestras (intermináveis!) e cantar nas inúmeras igreja...
Lembro de quando, no período da forte onda neoliberal, muito se falava em globalização. E dentre as coisas mais temidas na globalização, estava a fusão entre empresas e, consequentemente, a incorporação de um determinada área por outra e o aproveitamento ou não de muitos de seus funcionários com atividades similares. Quando se tinha sorte, o funcionário “ganhava” o direito de permanecer na empresa. Mas, muitas vezes, não na mesma cidade. E lá no meu Rio de Janeiro, ouvi (e talvez tenha dito também)... “Cara, só não me peçam pra morar em São Paulo!”. Pois é. Há dois anos aceitei o desafio de morar lá, mesmo que sem fusão. E nessa con-fusão, sou grato pelos dois anos vividos na terra da garoa e que passaram... bem, passaram devagar, com toda a certeza! E aqui, deixo uma breve homenagem a esta mega-hiper-ultra-cidade (com todos os hífens que tenho ou não tenho direito). São Paulo, Sampa, a “cidade sangue quente” – bem poderia dizer a carioquíssima Fernanda Abreu. A cidade ...
Ódio ao time adversário. Sim! Por que nascemos e alguém que amamos nos ensinou que aquele era o time a torcer. O outro torce para outra camisa, outras cores, outra bandeira, outros gritos de guerra. O outro, quando ganha de nós, nos provoca, irrita. Então passamos a detestar o time adversário e celebramos suas derrotas. No entanto, há jogos em que as vitórias não duram apenas uma semana. Duram quatro anos. O que dizer do ódio ao adversário?! Se multiplica. E em tempos de redes sociais (termo criado para falar do acesso virtual para que todos tenham opinião, e possam expressá-las livremente), todo mundo escreve o que pensa. O que outro pensou, ou aquilo com que se identificou mais. Legítimo. Apesar do ódio ao adversário, aprendemos, desde pequenos que, mesmo contrariados precisamos saber perder. Mesmo quando temos a convicção interna de que éramos merecedores da vitória, de melhor sorte, por que jogamos melhor, blá, blá, blá... Saber perder no esporte precisa, urgentemente ser ente...
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