domingo, 20 de maio de 2012

Vovô Olympio e a Paternidade

Dormi um sono vespertino, num domingo, e sonhei, uma vez mais, com meu amado avô Olympio. Para mim era apenas "Vovôlimpo!" Acordei com os olhos marejados - e para um escritor, nada melhor que a emoção, a sensibilidade, para "colocar no papel", ou melhor, "colocar no computador" coisas, no mínimo interessantes.
Pois meu avô foi uma criatura linda. No físico também, com aqueles olhos azuis como nunca vi iguais. Um homem com histórias, muitos erros e muitos acertos, mas que nunca esqueceu um termo em particular: paternidade.
Me ensinou (perdoe-me Machado de Assis, mas "ensinou-me" num blog fica demais ;) muitas coisas. Em sua ignorância da década de 1920/30 ensinou coisas à meu pai que beiraram a irracionalidade. Mas foi tão amigo de meu pai que eu só poderia ter sido (e ainda sou!) amigo do meu bom velho Duda, meu pai. Mas era presente, apresentava a vida como algo único, e que como algo único precisava se desfrutar. Não, não desfrutar de maneira irresponsável, mas de maneira apaixonante. Aliás, de maneira única!
Foi um bon vivant. Gostava de coisas boas - mas nunca ostentou absolutamente nada - até porque nada possuiu. É o bom exemplo de ter sem possuir. Morreu na velhice e com uma aposentadoria que o fazia insistir na crítica ao ex-presidente Sarney (acho que descobri que foi com ele que passei a ter grandes sentimentos com este político...). Mas foi feliz, amou até o fim e me ensinou, volto ao ponto, a ideia clara da paternidade. Que há coisas que só um pai pode ensinar para um filho - e no meu caso, neto! E era tão bom estar perto dele. Seu cheiro bom ainda trago na memória. Memória que começa a levar a imagem - só não o faz porque recorro às fotografias.
E Henri Nowen, em seu extraordinário livro "A Volta do Filho Pródigo", fala de paternidade como nunca li em lugar algum. Porque o amor de mãe é o que mais se aproxima do amor do Deus que creio. Mas a figura do pai é fundamental na construção do caráter, na disciplina, na imposição de limites, no amor de homens e amigos. E na verdade, todos somos pródigos! Ensino e ensinei à meu amado filho "o caminho em que ele deve andar". Mas a decisão dele vai orientar a vida dele mesmo. No entanto, irá impactar a minha também. Por isso, peço ao Pai, que as decisões dele sejam as melhores possíveis. Mas serão decisões dele. E eu estarei sempre aqui, como o pai que ama, para recebê-lo de volta. Sempre. Doa o quanto doer.
Meu avô foi um pródigo, foi o conselheiro, foi o homem das piadas - acho que puxei a ele nisso (ainda que nem seja tão bom contador de piadas assim). O homem que gostava de almoçar com o filho e o neto (e aqui mais uma influência em minha alegria com boas refeições). Eu fui e tenho sido pródigo. E serei sempre, porque o Pai sempre nos recebe de volta. Esta certeza ninguém me tira. E quero ser o pai mais amoroso e paciente, mesmo diante de notas escolares "por vezes, lamentáveis" do meu filho (risos, por favor!).
Ainda faltam quase três meses para o dia dos pais. Mas quem se importa? Aprendi com meu velho vovôlimpo que dia dos pais e das mães é todo dia, e que esses dias são apenas comerciais. É, imprimiu claramente muitas coisas em meu coração. Mas a saudade... ah, esse mata e nos faz chorar! Só cessa porque sei que ainda sentarei ao lado dele e darei minhas melhores gargalhadas em suas histórias, mesmo aquelas que já ouvi tantas vezes, mas que nunca me cansei de ouvir e pedir, como criança um "de novo, vovô"! Um dia te abraço de novo, meu velho. Eu te amo e sei que o Matheus - que tirou uma foto em seu colo, próximo do dia de sua despedida, o amaria muito também. Na verdade, o amará muito. Com certeza.



quinta-feira, 8 de março de 2012

Leituras, reflexões e controvérsias (claro!)

O ano de 2011 foi um ano muito bom para mim. Profissionalmente, projetos parados que foram retomados, coisas simples como tratar dos dentes, pagar dívidas... enfim, um ano bom.

Mas se há algo que fiz muito pouco, foi ler. Lamentável. Um ano perdido. Mas, como todo início de ano, a promessa de leitura como uma das prioridades foi cumprida. Quer dizer, está sendo! Aos que odeiam o gerúndio... lamentando o está sendo... horrível!

Incrivelmente tenho estado empolgadíssimo em ler, retomar pensamentos, potencializar entendimentos. E claro, minha eterna busca por entender o mundo, as pessoas, o sistema, as injustiças, Deus, a religião, a hipocrisia, e muitos outros pontos que não colocarei aqui por questões de considerar demasiado chato enumerá-los. Então, quero expor aqui algumas das preciosidades que li e que estão remoendo dentro em mim.

A vida de Marina Silva foi ano passado, mas finalizei em 2012. Que vida, que história. Que sinceridade. Minha candidata, apesar de considerar muito bom o início do governo Dilma, sua preocupação com os pobres (fazendo lema de seu governo - e não é redundância não, dizer que país rico é país sem pobreza, como o seria país alegre é país sem tristeza - país rico pode ser recheado de pobreza, e aí está o índice gini que nos mostra quão desiguais nós somos). Ainda bem que o parágrafo terminou, pois não tinha mais como abrir e fechar idéias e parênteses...

Mergulhei no Furioso Amor de Deus por Brennan Manning. Esse ex-padre, ex-alcoólatra, ex-um-monte-de-coisas, acaba comigo. Literalmente. Me leva às lágrimas. Me leva mais profundo em mim mesmo e me faz perceber quanta hipocrisia ainda há. Depois Colcha de Retalhos com o personagem delicioso,Willie Juan, e agora Convite à Solitude. Dei uma pausa. Disciplina espiritual em minha vida agora não está funcionando bem. Não agora. Mudei, mas voltarei.

Philip Yancey. Alma sobrevivente. Emprestado por meu amigo Pablo, em viagem a Recife. Livro absurdo. Profundo, remexendo comigo em tudo. Principalmente na questão do entendimento do Reino de Deus em cada um. E para complicar, independente de religião. Ele trata de diversos autores que o influenciaram. Martin Luther King Jr, escrito por um homem (autor) que, na juventude foi racista, criado em igreja de brancos nos EUA e omisso em relação aos combatentes daquela verdadeira revolução pacífica de King, em suas lutas e fraquezas - em especial a sexual, que fez com que ele se torna-se mais "humano". Chesterton, Paul Brand e a vida entre os pobres da Índia e de extremo serviço para um homem absolutamente brilhante.

Então Yancey descortina autores clássicos que nunca dei atenção. Tolstoi, Dostoiévski. E lá vou ao Sebo encontrar "Ressurreição", "Crime e Castigo" e fraquejar ante "Os Sertões" de Euclides da Cunha. Não, Yancey não tratou de Euclides como um de seus mentores. Mas a descrição que estou acompanhando dos sertões e, principalmente, do sertanejo é fantástica. E Gandhi. Bom...

Gandhi me fez derramar muitas lágrimas. Sim, sou chorão. Mas ele me arrebenta. Seus princípios me lembrar a quem mais amo. Jesus de Nazaré. Não, não amo mais o cristianismo do que Jesus de Nazaré. Amo ver que pessoas têm a vida transformada pelo cristianismo. Mas amo mesmo a Jesus. E Gandhi se pareceu muito com Jesus. Mais do que minha religiosidade permitia. E cá estou com duas obras do magrelo feioso que semeou paz onde só havia discórdia. E o livro ainda trata de Henri Nouwen. Ninguém fala melhor de paternidade do que ele (já diria o amigo Hamilton Athanazio). Relação pai e filho? Lágrimas!
Muitas leituras, muitas reflexões. Muita paz em meio à inquietude. Ano que se inicia bem. Bem melhor.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Por que se estuda religião?!


Para se refletir, sempre(!), um texto de Luiz Felipe Pondé, na Folha de São Paulo e compartilhado pelo amigo Julio Silveira. Vamos lá...
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"Proponho algumas hipóteses sobre os motivos de estudar religião em vez de viver sua fé cotidiana. Você estuda religião? Aposto que, se sua resposta for "sim", a causa é uma das hipóteses abaixo. Somos previsíveis como ratos de laboratórios.

Estudar religião cientificamente seria estudá-la sem fins religiosos, ou seja, "de modo objetivo": via neurologia, sociologia, antropologia, psicologia, história, filosofia.

Trocando em miúdos, estudar religião cientificamente é estudá-la sem fins "lucrativos" para a própria fé do estudioso. Neste sentido, o melhor seria um ateu estudar Deus ou um cristão estudar budismo, porque assim não "lucrariam" com seus objetos de estudo.

Duvido profundamente deste pressuposto. Não porque seja impossível em si nem porque neutralidade em ciência seja algo absurdo. Trabalhar com ciência não é fruto de amor ao conhecimento, mas sim um modo de ganhar a vida muitas vezes menos competitivo do que o mercado de profissionais autônomos ou das grandes corporações.

Julgo esse problema da neutralidade do conhecimento científico tão improdutivo quanto se perguntar como faziam os últimos medievais, se Deus poderia criar uma pedra que Ele mesmo não poderia carregar -já que Ele seria onipotente e, portanto, poderia criar qualquer coisa. Mas, sendo Ele onipotente, como poderia existir uma pedra que Ele mesmo não poderia carregar?

Como você vê, trata-se de uma pergunta "podre" no sentido de ser simples perda de tempo. Um beco sem saída. Acho que a chamada "neutralidade" em estudos da religião não passa de um preconceito contra a fé religiosa, porque em ciências humanas a neutralidade não é um pressuposto universalmente cobrado em todos os campos de pesquisa.

Por exemplo, quando mulheres estudam "opressão feminina", não estariam elas sob suspeita, uma vez que são mulheres e, portanto, suspeitas em "lucrar" com os ganhos do próprio estudo? Ou, quando gays estudam "opressão contra os gays", não estariam eles também sob suspeita, na medida em que eles, gays, também "lucrariam" com o estudo de seu próprio caso? Ou mesmo ateus estudando Deus não estariam sob suspeita de quererem desconstruir a fé a fim de desvalorizá-la?

Por isso acho mais interessante ir logo a questões mais pragmáticas e perguntar: "Por que as pessoas querem estudar religião em vez de simplesmente viver suas religiões em seus templos e fé cotidiana?".

Proponho as seguintes hipóteses.

1. Pessoas buscam a universidade ou instituições afins para estudar religião porque têm inquietações "espirituais", mas se acham "cultas e bem (in)formadas" e estão um tanto de saco cheio das "igrejas" (no sentido de religiões institucionais) que existem no mercado. Ou mesmo porque sentem vergonha de serem religiosas "oficialmente" e, por isso, preferem estudar religião a praticar religião.

2. Porque odeiam religião por conta de traumas infantis familiares ou escolares ou por algum grande sofrimento que gerou algum tipo de "revolta contra Deus". Normalmente essas pessoas querem acabar com a religião.

3. Razões ideológicas: religião aliena (marxistas), oprime mulheres e gays, condena o sexo. Ou seja: querem um mundo sem religião ou com religiões simpáticas a suas

ideologias.

4. Para abrir uma igreja, ganhar dinheiro ou poder político.

5. Para tornar sua vivência religiosa mais "culta e bem informada" e "modernizar" sua vida religiosa cotidiana, como em questões relacionadas à ciência ou à ética.

6. Por diletantismo sofisticado movido por inquietações existenciais e/ou filosóficas.

7. Porque pertenceram ao clero de alguma religião e só sabem ganhar a vida com temas relacionados à religião.

8. Para usar o conhecimento em recursos humanos nas empresas.

9. Geopolítica internacional: fundamentalismos, multiculturalismos, comércio exterior.

10. Porque é professor e o ensino religioso é um mercado em expansão, além de que, se for egresso de classes sociais inferiores (o que é muito comum), títulos acadêmicos costumam ser uma ferramenta razoável de status e aumento na renda.

Resumo da ópera: dinheiro, status, angústia existencial, fé, política, opção profissional à mão ou simplesmente falta de opção."

domingo, 12 de fevereiro de 2012

19 anos de casado. Homenagem a você, Vevê

Vevê,
13 de Fevereiro de 1993, há 19 anos, me unia a você. Dia 24 deste mesmo abençoado mês estaremos juntos há 21 anos... penso que é muito tempo. E é mesmo.
Optamos por começar cedo. E o fizemos, com todas as desconfianças possíveis.
Na lua-de-mel achavam que éramos irmãos! E aprendemos, acertamos e erramos juntos. E ainda fazemos tudo isso. Isso é a vida!
"Batalharam grana, seguraram legal a barra mais pesada que tiveram..." Poderiam ser "Eduardo e Mônica", mas somos Márcio e Verônica. Diferentes, mas não excludentes. Complementares. =)
Obrigado por me tolerar e amar por tantos anos. Obrigado pelos cuidados, carinho e amor nesses loooongos anos. E ainda somos jovens. Graças a Deus! Filho grandão, esse Matheus, fruto de nosso amor. Enquanto os amigos ainda têm filhos pequenos, o nosso já 'faz as coisas sozinho'.
Você é meu equilíbrio. Porto seguro de tantas intempéries. Conselheira e amiga fiel. Parceira. Você é o meu amor.
Queria fazer alguma homenagem significativa. Acho que escrever seria algo legal. E o faço aqui, de maneira pública e sincera. E o faço nas 'altas horas' enquanto você, tão diferente, dorme para amanhã acordar cedo e eu... me arrastar para levantar... Para acordar cheia de ânimo no dia, com sede de conhecer, de passear, e eu, de ver um bom filme, de curtir a casa...
Diferentes, mas que aprenderam a conviver com as diferenças e a entender que foi Ele, somente Ele, que nos permitiu chegar até aqui. E aqui é vírgula, não ponto final. Apenas espero que, no ponto final da vida, sejamos ponto e vírgula, para nos reencontrarmos, em reticências, nos braços daquEle em quem cremos, e que nos faz convergir. Finalmente uma convergência! Ah, o Vascão também nos faz convergir. Ainda bem, pois eu não aguentaria essa diferença...
Te amo,
Parabéns...
Xuxu

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Haitianos no Brasil: “e quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Quando fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste” (Mat.25:38a,40b)


Deus, o Pai, o Aba, o Criador, sempre, em toda a história da humanidade narrada pelo texto bíblico, teve preocupação com o estrangeiro. O termo “porque fostes peregrinos em terra estranha” aparece um sem número de vezes. E o veremos aqui algumas delas.
As condições de um estrangeiro em qualquer terra são, normalmente, muito difíceis. A língua, a fisionomia, a cor de pele, a cultura, o cheiro, as vestes, a religião. Tudo ou quase tudo é diferente. E isso, em um mundo competitivo como o nosso é fator limitante ao extremo para que o estrangeiro consiga o êxito, muitas vezes, da subsistência. Tão somente subsistir.
E é por conta dessa dificuldade que Deus sempre se preocupou em ensinar o povo a não violentar o estrangeiro – aproveitando-se das limitações já citadas para o explorar, para o maltratar, para o maldizer. Se formos citar todos os textos bíblicos, iremos ocupar muito espaço nesta reflexão. Mas em tempos de grandes mudanças no cenário político e macroeconômico, onde novas forças aparecem no contexto mundial e onde, para a boa surpresa nossa, aparece a “pátria amada, idolatrada, salve, salve”, as situações são mudadas e, não poucas vezes, invertidas.
Quem devia ontem, hoje pode emprestar dinheiro. Quem era tido como subdesenvolvido, hoje alterou esses termos bobos, como o era o de economia planificada, etc. E, só para não nos alongarmos mais, o que enviava homens e mulheres para tentar melhores condições de vida no estrangeiro, agora se torna alvo dos estrangeiros que vem tentar a sorte por nossa terra brazilis. E o Brasil sempre foi generoso. Basta ver a enorme colônia japonesa, coreana, alemã, polonesa, pelos estados do Sul e Sudeste, em especial São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. E o que dizer dos portugueses em tantas padarias e botecos. E chineses nas intermináveis pastelarias.
Mas há uma mágoa pelo que já sofremos em terra estrangeira. O que os brasileiros passaram e ainda passam nos Estados Unidos da América, na Europa – incluindo Portugal e Espanha, por exemplo, não é brincadeira. E aqui ressoa uma voz que apóia a lei da reciprocidade. Algo como pedir visto de entrada onde se pede visto entre outras medidas já adotadas.
Mas há algo de terrível acontecendo nos dias de hoje com a tentativa de entrada de irmãos haitianos no Brasil. Chamo de irmãos porque somos TODOS peregrinos nesta terra. E se há algo de querer fazer com eles o que fizeram conosco em outros carnavais e em outros países é vingança barata, é idiotice e é pecado. E é aqui que eu quero escrever por absoluto incômodo em meu coração, ao ouvir a tal opinião pública (algumas vezes entre cristãos) criticando a permissividade do governo brasileiro com relação à entrada dos haitianos em nosso país. Isso causando estranheza em mim, talvez pelo desconhecimento de quem o faz.
Se por acaso há uma sensação de que são negros, pessoas diferentes, perceptíveis aos olhos, vale lembrar, ao menos aos que são sensíveis à voz do Eterno e leem este texto, de que os haitianos são amados por Ele, são humildes e estão desesperados. Então não é vingança barata e sim preconceito. Eles perderam tudo ou quase tudo numa das maiores tragédias da história da humanidade que foram os terremotos ocorridos em sua pátria. Já eram pobres e hoje estão em situação ainda pior, em muitos casos, absolutamente miseráveis.
O Brasil é grande e o povo que aqui habita é hospitaleiro e amoroso. E aos que crêem e temem a Deus, precisamos abrir portas, criar mecanismos para que recebamos muitos que de lá vierem e fazê-los ingressar em nossa sociedade com as leis que seguimos, para que o pau que valha para Francisco, também o valha para Chico (Ex.12:49 – “uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro”).
Deus afirma em Êxodo 23:9 que o povo conhecia o coração dos estrangeiros porque foram estrangeiros em terra estranha. Os brasileiros sabem das agruras de ser estrangeiros e não terem direito algum, serem desprezados, trabalharem nos trabalhos mais difíceis, etc. Não podemos fazer o mesmo, mas amá-los (“ama-lo-ás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito: Eu sou o Senhor, vosso Deus” – Lev. 34 e Deut. 10:19).
A terra, Deus afirma que é dEle e por isso somos (incluindo os brasileiros) estrangeiros e peregrinos nela (Lev.25:23). E quando fala do sustento dos mais pobres no meio do povo, compara aos estrangeiros e peregrinos. Veja que lindo texto em Levíticos 25:35:
            “e quando o teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então sustenta-lo-ás, como estrangeiro e peregrino, para que viva contigo”
Deus chega a dizer que é maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do pobre e da viúva (Deut.27:19). Nas festas se alegrarão com os naturais (Deut. 16:14). E isso para que todos possam temê-Lo e engrandecê-Lo (II Cr.6:33). E ainda muitas outras passagens não citadas aqui, mas que perpassam todo o Antigo Testamento como o Novo. Daí Jó 31:32; Salmo 94:6; Salmo 146:9; Jer. 7:6; 22:3; Ez. 47:22,23; Mal. 3:5; Ef.2:19. Para os que crêem, já é suficiente?
Amemos pois a todos, sem distinção, e Ele, Rei de toda a terra, nos abençoará ainda mais. Sejamos obedientes às coisas realmente importantes e verdadeiras

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Dia 17, há 17 anos... emoção única!

A vida reserva muitas emoções, surpresas, alegrias e tristezas. A vida é incrível de ser vivida e quero crer que assim será para todos. Mesmo para os que menos têm coisas, bens, ou ainda para os adultos. Sim, porque para as crianças, em quase qualquer situação, parece valer muito a pena.
Risadas, piadas, brincadeiras, energia. Tudo parece sem fim. O sono é quase como um desmaiar, um desligar da tomada. E o dia seguinte recomeça tudo de novo. Que alegria, que coisa linda!
Mas dentre as maiores emoções, alegrias e surpresas que tive na vida, não é difícil dizer qual foi a maior de todas. E, claro, ela envolve criança.
Pois há 17 anos atrás, no dia 17 de Janeiro de 1995, eu tive a maior de todas as alegrias. E eu era tão jovem... 21 aninhos... quis nascer de madrugada, meia-noite e meia. Teimoso! Nasceu.
E ano que vem já será maioridade. Meu Deus, como pode?! Como passou depressa?! As surpresas? Ah, essas ocorrem quase todos os dias desde que essa alegria adentrou em minha vida, em minha casa...
Sim, entrou sem pedir licença e tomou conta de tudo. Do coração, da esposa, do tempo, do quarto e de todos os cômodos da casa. Chegou, simplesmente isso. Chegou para ficar.
Mas também para fazer com que eu amadurecesse a cada dia e entendesse que minha vida tinha mais sentido que antes. Que eu era importante para alguém. E um alguém lindo, com um cheirinho delicioso e com uma risada que acabava comigo...
Ah, meu filhão, escrevo isso com lágrimas nos olhos, pois a experiência de ser pai me aproximou de Deus, me fez compreender o amor dEle e me permitiu compreender enfim o carinho e o cuidado de meus genitores por mim... aquilo que eu julgava ser chato era preocupação, fruto do amor!
Você me orgulha e muito. Não pelo tamanho. Não pela graça (porque você me mata de rir! =), mas pelo coração, sensibilidade e carinho para com todos. E em especial, pelos mais fracos.
Você já é um forte. Mas que lutará pelos fracos. Guarde isso no coração, meu filho. Esse é o legado do Pai. Não, não desse pai aqui, cheio de erros, manias e de temperamento tão oscilante. Do Pai eterno.
Esse é o seu chamado, meu filho. E espero que se concretize logo. Mas isso será com Ele, não comigo. Eu acho que ensinei algo a você. Mas as escolhas, você mesmo as fará. E eu estarei sempre por perto. Poderá sempre contar comigo. Mesmo em escolhas erradas que porventura você faça. Sempre.
Não sei em que profissão. Isso é com você. Isso é detalhe! Não sei em que cidade. Também será problema seu e estarei ao seu lado sempre, meu filho.
Mas o chamado, ah, esse não tem volta! E sei que, mesmo que a mente leve você a outros pensamentos (e temos muitas coisas a pensar nessa vida...), um dia voltará ao chamado...
Um beijo do teu pai, teu fã e amigo,
Feliz Aniversário! \o/
Bob Pai

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ah, tá... e eu sou o Bozo...

Pois é, quando não acredito em alguma informação, costumo dizer "me engana que eu gosto" - mas na verdade não gosto não! Ou então digo "... e eu sou o Bozo"... Enfim, apesar de perceber que há sempre conspiração no mundo, creio piamente que ela (a conspiração) está cada vez mais sutil.
Daí resolvi escrever um breve post, porque senão esqueço! Será que somente poucos percebem?! :/
Bem, a Globo faz de tudo para chamar a atenção de sua programação... mas cada vez mais está aliançada com seus anunciantes (aqueles que pagam os horários em seu canal). Eu detesto bancos, na verdade TODOS os bancos. E o Bradesco não me traz nada em especial. Apenas, ouvir uma matéria no RJTV dizendo que há problemas para que os cariocas paguem o IPVA (que agora é retirado no Bradesco) antes de um imenso comercial do Itaú pedindo que os antigos correntistas que são funcionários do Estado escolham permanecer no Itaú (ao invés de irem para o Bradesco) é demais!
Mas tudo bem... Jornal Regional... e eu, culpado por insistir na emissora, vejo matéria no Jornal Nacional dizendo que há um estudo científico (?!) de uma universidade norte-americana dizendo que os males causados pelos mais de 4 milhões de barris de óleo no Golfo do México estão sendo solucionados por microorganismos, etc. Pelo amor de Deus! Sabemos da capacidade da natureza, mas quanto a BP está investindo em notícias como essa? E mesmo a Chevron aqui no Brasil depois da tragédia no Estado do Rio?!
Eu preciso ficar mais atento. e escrever mais. Isso não vai mudar nada, creio eu. Mas em país de BBB como cultura e assunto diário de uma sociedade, urge a gente proclamar.
É, acidez "di cum força". Preciso disso para inibir minha passividade...